Sobre a Falta de Explicações, Transparência e Autossuficiência

É o cúmulo da mesquinhez recorrer do estratagema do obscurantismo para adestrar uma consciência fanatizada e infantil nas pessoas, objetivando que elas permanecessem desinformadas e a liderança pudesse livremente exercer o poder e o controle sobre elas às custas da alienação alheia.  Esse medievalismo anacrônico da Maranata é o cúmulo da avareza. De fato, sentíamos que estávamos em plena “idade das trevas” em que a Inquisição Católica, com seu obscurantismo, proibia a difusão do conhecimento – que, agora, vocês chamam de “razão” – para emburrecer e infantilizar a massa, precavendo-se, mesquinhamente, de qualquer subversão no sistema decorrente do conhecimento, seja das Escrituras, seja da ciência, seja da lógica humana. De fato, é o cúmulo da avareza coibir e ridicularizar a teologia, o estudo organizado e sistemático do cristianismo, a fim de obscurecer e alienar a nossa mente, para que não deparássemos com as contradições do comportamento e doutrinas apregoadas pela Maranata, e para continuar a vagar, para lá e para cá, num completo estado de abdução e espírito de boiada, seguindo os descalabros do “sabichão da vida”, o Presbitério.

É triste ver que muitos de vocês não aceitam críticas e nem mesmo ser repreendidos por quem tem autoridade do Espírito para assim proceder, principalmente se tal pessoa não esteja em seus arraiais, não seja de vosso “pedigree” ou “parentela”. Por isso, encastelados em seus tronos, fizeram o que deram na telha, e criaram o que criaram. Ora, vocês se achavam espiritualmente autosuficientes, cheios de toda autoridade para poderem criticar aqueles que saíram de vosso meio ou são membros de outros grupos religiosos. É triste ver que mesmo com toda dedicação e zelo que há em vocês em servir ao Senhor – segundo suas perspectivas religiosas – com o ardente sentimento de obedecê-Lo de todo o coração, as doces palavras de Jesus sobre o amor e tolerância ainda não encontraram eco no coração dessa teologia nervosa, burocrática e narcisista. Parece-nos que a visão pessoal sobre fé cristã de vocês, tomou o lugar das Palavras de Jesus…

É a vanglória de quem se estriba na placa de uma Instituição Religiosa, enaltecendo e defendendo-a com unhas e dentes um sistema, crendo-se ser a “Igreja Fiel” ou a “Obra Revelada”. O orgulho denominacional é nocivo ao crente. Foi esse pecado (a soberba) que transformou os anjos (seres tão puros) em demônios. Imagine vocês, na condição de homens… Não foi Smith, Knox, Wesley ou Daniel Berg que morreu na cruz pela nossa salvação. É preciso entender urgentemente que o Espírito Santo não está engarrafado dentro da Maranata, tampouco as Escrituras é de particular interpretação do Presbitério, nem Deus é de propriedade da Maranata, quando vocês dizem: “Nessa Obra, o Senhor opera de forma especial”. Que pretensão é essa? Como a pessoa que julga assim, fosse o próprio Deus e julga até o coração de Deus, como se ciente fosse do que Ele faz ou deixa de fazer nos quatro cantos do mundo.

E são esses muitos que se julgam superiores que desmerecem os que saíram de suas igrejas, sendo que esses que saíram não são dignos nem mesmo de cruzar um olhar com vocês, os superiores. É claro que tem havido muitos escândalos na Maranata por parte de toda sorte de membros, mas não podemos esquecer que há exceções: E aqueles dissidentes que “saíram da Obra” porque cansaram das “revelações” (modismos do Presbitério) e contradições bíblicas? Acaso vão continuar promovendo o ódio religioso contra eles?

Se querem ser intolerantes, comecem por vocês mesmos: intolerantes com seus pecados, tais como: o envolvimento com a política; o recebimento de verbas públicas e de políticos; a falta de prestação de contas; a omissão do Estatuto da Instituição aos membros; a falta de explicação da venda de alguns “maanains”; a falta de transparência dos contratos de seguro de vida; o desvio de dízimos; os contratos superfaturados em benefício de parentes e filhos dos pastores do Presbitério; o julgamento justo e idôneo de membros (sem colocar debaixo do tapete pecados absurdos de pastores achegados ao Presbitério); a discriminação de tratamento entre pastores e ovelhas, a utilização do nome de Deus para responsabilizar as decisões dos pastores (infalibilidade papal – ministério acima dos dons); os ensinos contraditórios e sem amparo bíblico; a segregação com as Denominações que levam o Evangelho a sério; a centralização do poder nas mãos da presidência e da família fundadora; o controle centralizador e totalitário através do satélite e o SGI, constatando que vocês desconfiam do Espírito Santo em inspirar os pastores locais e a manter a unidade da fé (cristianismo nunca precisou desses recursos seculares para se propagar); e por que não dizer, do vosso orgulho denominacional (idolatria)?

É lastimável constar que os ciúmes e a dor-de-cotovelo, até o ódio, são os sentimentos que muitos cultivam sobre aqueles que saíram da Maranata, sobre aqueles que desejam sair da Maranata, sobre aqueles que discordam da Maranata, sobre aqueles que, embora continuem firmes em Cristo, mas não mais membros da Maranata. Isso parece um sentimento de despeita. É o tipo que não aceita perder nada e para ninguém. É aquele marido que diz à ex-mulher que se ela não ficar com ele não ficará com mais ninguém. Também tem característica narcisista, acham-se tão bons, mas tão superiormente bons, que não admitem serem deixados, contrariados. Daí o ciúme, o recalque. Daí a difamação de “caído” sobre aqueles que apenas saem da Denominação Igreja Maranata. Só pela mera situação de deixar a Maranata, eles não são mais designados como irmãos em Cristo?

Não podem continuar serem irmãos em Cristo longe da Maranata? Talvez, sim, talvez não. Depende daquilo que vocês entendem como cristianismo. Só sabemos que hoje adoramos e vivemos constantemente na presença do Deus das Sagradas Escrituras, cultivamos o ânimo de ter o caráter de Jesus e buscamos nos anular sempre para nos preencher do Espírito Santo. Vivemos assim. Se isso não for Evangelho para vocês ou um irmão em Cristo, não seria jamais a perspectiva sectarista, exclusivista e utilitarista que vocês impregnaram na cabeça de gente inocente.

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