Sobre a Comichão em Ser Diferente

Inventaram moda com ar de sofisticação doutrinária, criaram novas doutrinas com um “quê” de espiritual, elaboraram fórmulas cheias de detalhes, forjaram mecanismos e engrenagens religiosas, repleta de explicações e pormenores teológicos, vendidos de tal modo que sem os quais devidamente acoplados, “Deus não funcionava” de maneira satisfatória. O ar de petulância e soberba que exalavam, nessa presunção de se colocar no lugar do próprio Deus, como entendessem a maneira de como a mente e todos os mistérios de Deus funcionam, era algo de assombrar qualquer cristão. Impuseram usos e costumes, estabeleceram dogmas, enfim, ataram fardos pesados difíceis de suportar que nem com o dedo a liderança se dispusera a cumprir. E, com o passar dos anos, corromperam vários outros ao caírem no “Conto do Vigário” (do Presbitério, melhor dizendo), e, com os líderes intocáveis e perpetuando-se no poder, obedecendo só a sua consciência e não dando satisfação aos membros a respeito do que faziam ou deixavam de fazer, seja com o destino dos dízimos, seja com a procedência doutrinária, numa administração sem transparência, tornaram-se tal e qual, ou mesmo pior do que as demais outras Denominações que vocês tanto agrediam e as usavam como objeto de galhofa e mau exemplo.

Jogaram toda Escritura num liquidificador e sem nenhum constrangimento beberam e se lambuzaram de uma teologia confusa e desconexa, que mescla ora Novo Testamento, ora Velho Testamento, ora com tradições religiosas brasileiras, ora com pessoalismos teológicos e experiências subjetivas, até mesmo com esoterismos e superstições, numa empulhação doutrinária sem começo e fim, num total caos bíblico criado por vocês mesmos. Tornaram-se incapazes de se situarem no tempo e espaço. Não analisaram períodos, não levaram em consideração contextos. Buscaram literalidade no figurado, enquanto por outro lado figuraram o literal. Confundem Israel com Igreja, Lei com Graça, enfim. E com isso seguiram nessa vida de gado, meneando a cabeça para tudo como vaquinhas-de-presépio, de boca aberta, olhos esbugalhados e cara pálida diante do exibicionismo teatral dos pastores do Presbitério, sobrando cabeçadas uns nos outros, como tontos, na vã ignorância e vexatória bazófia, perambulando sem autonomia própria, senão de acordo com os berros e chicotes do peão que conduz a boiada.

Por quererem ser tão diferentes de todos, acabaram se perdendo. Devido à soberba. Por causa da presunção e pretensão de quererem ser por demais exclusivos, desembocaram num zelo religioso neurótico, no que implicou, fatalmente, nos pecados da soberba, hipocrisia, demagogia, arrogância e exibicionismo religioso. Em vez de canalizarem suas atenções tão somente para o modelo bíblico de igreja e se concentrarem apenas no âmago do Evangelho do Reino, procuraram, por outro lado, em razão de sua fé vaidosa e, agora já desenvolvida, fé competitiva, prestar atenção no modelo e exemplo negativo das outras igrejas, para, em contrapartida, caminhar na oposição delas.

Ora, em vez de se atentarem à Palavra, resolveram foi observar o que as outras faziam ou deixavam de fazer, para não serem em nada parecidos com elas. De tal maneira que, como meninos vaidosos, passaram a reparar e se comparar tanto com as outras, que, além de se entorpecerem em suas auto-exaltações (pecado da soberba), cegos, reprovaram até as boas ações e procedimentos louváveis das “concorrentes”. Nada prestava, tudo era ruim e tudo deveria ser criticado das outras Denominações. Sequer uma virtude era reconhecida nas outras igrejas. Só a Maranata era boa, digna de aprovação, confiança e reconhecimento. Falemos mal das outras, por outro lado, falemos bem de nós mesmos – como estratégia de markenting, uma excelente sacada; como índole espiritual, carnal e idólatra.

Levados por esse orgulho ferozmente religioso e carnal, incorreram numa religiosidade exibicionista, capitalista, marqueteira, interesseira, avarenta, esnobe, pretensiosa, insensível, gelada e áspera. Enquanto se preocupavam com o que as outras igrejas faziam ou deixavam de fazer, progressivamente foram esquecendo-se do Evangelho, da Bíblia, do Espírito Santo. Não importava mais a Bíblia, não importava mais a inspiração do Espírito Santo em cumprir o que as Escrituras diziam de fato, importava era ser diferente, importavam eram as “revelações” do Presbitério, importavam eram os achismos do Presidente, importavam eram as opiniões dos fundadores, importavam eram as experiências subjetivas destes homens as quais eram transformadas em doutrinas (justificadas como “revelação do Senhor”). 

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