Recrutamento

1. Lavagem Cerebral

A Lavagem Cerebral é um termo que se dá a um método agressivo de persuasão que consiste em reeducar o indivíduo com ataques incisivos à sua capacidade racional e crítica (pensamento), destruindo os valores e conceitos herdados ao longo da vida a fim de que lhes substitua tão-somente por aqueles exigidos pelo doutrinador da organização, objetivando-lhes a completa submissão e alienação. Atualmente, a lavagem cerebral é recorrida por seitas e novos movimentos religiosos que se caracterizam por estarem imbuídos de uma visão messiânica, restauracionista, de maneira a arregimentar pessoas a uma proposta religiosa fanatizada e exclusivista. A liderança da Igreja Maranata lança mão, usualmente, desse estratagema, com bastante eficácia e desenvoltura, e os membros, por sua vez, doutrinados nela, passam a inconscientemente, a reproduzirem no mesmo afã os métodos desta persuasão agressiva.

A lavagem cerebral para ter eficácia, é necessário que o doutrinador vulneralize a mente do adepto para a recepção de informações, o qual, em tese, as rechaçaria em circunstâncias normais. Existem duas maneiras de deixar o sujeito estressado, frágil, cansado e, consequentemente, mais aberto a novas idéias. A primeira é a lavagem cerebral forçada, em que isso é alcançado com tortura, privação de sono e jejum. O segundo método, mais comum, é o induzido, em que a vítima é envolvida em um “Intensivão”. Pessoas que se dizem manipuladas por igrejas e cultos religiosos descrevem um programa intenso de atividades, palestras, celebrações e tarefas como distribuir panfletos, limpar o chão, fazer comida, participar de cultos e reuniões em regime diário. Imersa nessa rotina, somado pelas atividades seculares, consequentemente prevê poucas horas de sono, de lazer, de acesso a informações, de estar com a família, enfim, a vítima fica tão cansada que literalmente não tem tempo para pensar sobre o que está acontecendo.

Também, a lavagem cerebral é aplicada através de um Controle de Informação e sistema de ensino, e usa este controle para difundir uma propaganda particularmente intensa sobre o grupo. A propaganda visa influenciar o sistema de valores dos adeptos e sua conduta, por meio de um discurso persuasivo buscando adesão dos seus interesses. A sua abordagem usa informação distribuída maciçamente com a intenção de apoiar uma determinada opinião ideológica. Embora a mensagem possa ser verdadeira, ou incompleta, e não-partidária, como uma desinformação, ela não apresenta uma imagem neutra e equilibrada da opinião em questão, que é sempre referida como assimétrica, subjetiva e emocional. A sua principal utilização é no contexto político e religioso, geralmente para convencer as massas, e em algumas empresas privadas de marketing em rede e multi-nível, saturando de envolvimento, contato pessoal e informações o novo adepto.

A lavagem cerebral trabalha na Provocação de Sensações Emotivas. Quando algo provoca uma reação emocional, o cérebro se mobiliza para lidar com ela, destinando poucos recursos a reflexões. É exatamente nessa hora que a emoção pode ser ligada a uma ideia. Muitos cultos religiosos se valem de uma paranóia intensa e generalizada para vender conceitos vagos, difíceis tanto de definir quanto de contestar – “Revelação”, “Obra Maravilhosa”, “Forma de vida”, “Filho Único”, “Caídos”, “Igreja Fiel”, “Fora do Projeto”, “Alcançar”, “Valentes”, “Povo nobre” etc. São expressões fortes, amplas o suficiente para você associar às emoções que quiser e que forem mais convenientes à manipulação. Por isso se diz que a idéia é “engatada” à sensação: sempre que aquele assunto vier à tona, a sensação vem a reboque, num processo conhecido como reflexo condicionado. É o que acontece em um seminário da Igreja Maranata, em que a pessoa está submetida ao longo do dia com tais expressões e inunda o corpo de endorfina. Inconscientemente, a sensação de bem-estar passa a ser associada àquele sistema religioso e, qualquer contato com elementos de outros grupos religiosos, passa a ser traduzido em mal-estar. Isso porque somos programados para reagir imediatamente a estímulos intensos: quando um ladrão pula na sua frente ou um carro vai em sua direção, o cérebro não perde tempo com análises. O caso nem passa pelo córtex pré-frontal, responsável pelo raciocínio complexo; vai direto para áreas cerebrais menos evoluídas, que decidem rapidamente o que fazer. Ou seja, quem quiser provocar novas crenças e comportamentos em alguém precisa criar situações que exijam reações automáticas, pois nelas o processo consciente é desativado.

Ao conquistar “cerebalmente” o adepto, ele se torna cada vez mais envolvido e dependente do sistema religioso. E os grupos que trabalham com lavagem cerebral recorrem de oito métodos de Controle da Mente para fincar a mente do adepto nesta dependência existencial ao sistema, as quais criam um antagonismo claro: um mundo dividido entre “nós” e “eles”. As principais características do controle da mente são:

a) Controle de pensamento: Não é permitido ler material ou falar com pessoas que tenham idéias contrárias às do grupo. Em alguns casos, a vítima é geograficamente isolada da família e dos amigos.

b) Hierarquia rígida: São criados modos uniformizados de agir e pensar, desenvolvidos para parecer espontâneos. A vítima é convencida da autoridade absoluta e do caráter especial – às vezes, sobrenatural – do líder.

c) Mundo dividido: O mundo é divido entre “bons” (o grupo) e “maus” (todo o resto). Não existe meio-termo. É preciso se policiar para agir de acordo com o padrão de comportamento “ideal”.

d) Delação premiada: Qualquer atitude errada, ainda que cometida em pensamento, deve ser reportada ao líder. Também se deve delatar os erros alheios. Isso acaba com o senso de privacidade e fortalece o sistema religioso.

e) Verdade verdadeira: O grupo explica o mundo com regras próprias, vistas como cientificamente verdadeiras e inquestionáveis. A vítima acredita que sua doutrina é a única que oferece respostas válidas.

f) Programação Neuro-Linguística (Jargões): O grupo cria termos próprios para se referir à realidade, muitas vezes incompreensíveis para as pessoas de fora. Uma linguagem muito específica ajuda a controlar os pensamentos e as ideias.

g) Meu mundo e nada mais: O grupo passa a ser a coisa mais importante – se bobear, a única. Nenhum compromisso, plano ou sonho fora daquele ambiente é justificável.

h) Ninguém Sai: A vítima se sente presa, pois não pode imaginar uma vida completa e feliz fora do grupo. Isso pode ser usado por políticos e militares para justificar execuções.

A pessoa envolvida com esse tipo de grupo se vê aos poucos dominada por medos paralisantes que chegam ao ponto de impedir que ela questione a situação. Os cultos de controle da mente passam a seus membros a sensação de que, se eles saírem do grupo, coisas terríveis vão acontecer. Para quem está observando de fora, parece que essas pessoas estão felizes. Acontece que, na verdade, elas são orientadas a exibirem uma satisfação o tempo todo, pois quem não a exibe, geralmente, é “diagnosticado” com enfermidades espirituais. Não é uma experiência positiva perder seu livre-arbítrio, apagar sua identidade, viver com medo e com culpa. Vítimas de controle da mente aprendem a reprimir pensamentos “errados”, como dúvidas ou críticas ao grupo, e por isso é difícil que elas questionem sua situação. Possuem realmente pavor de alimentarem um diálogo sobre o caráter do sistema religioso.

Grupos militares, religiosos e até de negócios são casos típicos de controle da mente em razão de seus esquemas de hierarquias em formato de pirâmide, no qual para crescer é preciso adquirir ou comprar uma série méritos mediante os serviços em prol do sistema. As pessoas se envolvem achando que vão adquirir bênçãos de Deus, vitórias financeiras, sentimentais e profissionais, e muitas vezes acabam perdendo toda a sua vida, dinheiro e arruinando a própria família, sem conseguir se desvencilhar.

Por fim, a Lavagem Cerebral na Igreja Maranata é um artifício muito utilizado para o adestramento dos adeptos. Vê-se a própria linguagem padronizada extremamente comum entre os membros da Maranata. Possuem um dialeto assustadoramente padronizado, artificial e plastificado. O uso de jargões e clichês religiosos próprios do sistema é algo corriqueiro e comum de se escutar. Esse problema de comportamento de manada, de consciência coletiva, de falta de identidade própria dos adeptos – mas fartos de uma identidade coletiva -, é decorrente da forma deliberada de pregação e ensino que consiste em utilizar engenhosamente discursos pautados na Linguagem do Não-Pensamento (ou Programação Neuro-Linguística), o mesmo meio utilizado por empresas de marketing de multinível e empresas super capitalistas que recrutam investidores e novos vendedores, deixando-os seduzidos, inclusive, infantilizados e bobos, enxergando as coisas da vida de forma simplista, polarizada, mecânica e idealizada. Frases de efeito, bordões, frases prontas (sentenças inverificáveis), repetição exaustiva de palavras, autopromoção intensa, desconstrução corriqueira de grupos evangélicos (realizados, à exaustão, pelo centralizador Presbitério), o excesso de proibições e o calhamaço de regras e normas, são recursos massivamente utilizados pelos doutrinadores da Maranata a fim de condicionar e reconstruir cognitivamente seus adeptos. Além do que é ordenado expressamente o isolamento social e religioso, coibindo qualquer interação social e espiritual com membros de outros grupos cristãos, algo que colabora bastante para tal formatação cerebral. Logo, é natural que os adeptos sejam carregados de maneirismos e estereótipos comuns entre si, com um linguajar enjoado e empachado de jargões, clichês, frases de efeito, próprio de um sistema coletivo, de uma consciência fanatizada, de massa.

O processo começa leve, quase recreativo, e vai aumentando de intensidade. No fim, você está convertido e dependente. Nos cultos religiosos e de negócios você é muito especial e fará parte do plano perfeito: quanto mais você se envolve, mais você evolui e, em pouco tempo, todos estarão abençoados e ricos. Quando a euforia passa, sobram só problemas psicológicos, familiares, estudantes, profissionais, matrimoniais e financeiros.

2. Teologia do Medo

A Teologia do Medo é extremamente apreciada e aplicada pela liderança da Maranata. A proliferação do medo é um dos mais eficazes métodos de controle de massas recorrido por governos totalitários. Em igrejas, a teologia do medo é utilizada por lideranças desajustadas, sem humanidade e psicóticas, embevecidas pelos prazeres do poder religioso, que fazem uso de “terrorismo espiritual” para controlar os outros, seja em razão de interesses institucionais, pessoais ou por pobreza de conteúdo cristão. Funciona assim, determinado grupo insinua que é o portador dos “atalhos” para entrar no céu e, fora daquela instituição, ou crendo de um jeito diferente do que ali é ensinado, o sujeito está praticamente fora do céu. Conseguindo fazer as pessoas acreditarem assim, elas ficam apavoradas ante a ameaça do fogo eterno e, assim, facilmente tornam-se reféns manipuláveis. Escravas.

Tal teologia é de grupos religiosos que acreditam ter o monopólio de Deus e da salvação, como se Deus tivesse emoldurado em algum sistema ou fosse membro de carteirinha de alguma igreja. A teologia do medo trabalha jogando com o terrorismo psicológico, ardilosamente, aproveitando-se da condição natural do ser humano de ter receio do desconhecido e do sobrenatural. Sadicamente, portanto, manipulam-se as pessoas em proveito das conveniências do sistema, com ameaças e promessas terríveis sobre o destino de suas vidas, apontando futuros negros contra aqueles que ousam contrariar os caprichos da liderança.

Os líderes da Maranata, na preservação do sistema, não medem esforços para oprimir com assombrações e fobias as almas dos adeptos, e subutilizam a Bíblia desvirtuadamente para montar um ambiente religioso cujo deus é um “velho rabugento”, legalista, intolerante e sadista que quer acabar com todos os prazeres da vida e que inadmite qualquer detalhe que venha a incomodar o paladar de seus pastores. Para tal sistema, um doutrinador bom, é um doutrinador que encarna o “sacerdote do pânico”, o qual investe diretamente no psicológico dos adeptos, ameaçando, primeiro, quem não é ou “sai da Obra”, com a “morte” e a “sepultura”, e, segundo, quem deles discorda ou fala mal, com insucesso e sofrimentos na saúde, nas finanças, no matrimônio e na espiritualidade, tudo decorrente do peso da mão do Senhor.

A ferocidade carrasca e mesquinha dessa doutrina acaba, por fim, produzindo sentimentos espirituais totalmente apartados do Cristianismo, pois os que são submetidos a ela, passam a emocionalmente a servir mais ao sistema do que ao próprio Deus em si, visto que, vivendo com a consciência pesada, passam a ver confiança e segurança muito mais naquilo que o sistema diz, do que a Bíblia ensina, desenvolvendo neles muito mais o desejo de não ir para o inferno do que servir a Deus propriamente. As mensagens terroristas encontram-se por toda a parte nas aulas, nas pregações, nas reuniões, nas conversas. Mas é, sobretudo, os seminários que são a maior fonte de terrorismo psicológico. Neles se presencia um verdadeiro arsenal de instrumentos do medo: textos dissimulados, de teor apavorante, refletidos em telões, discursos promovendo a culpa e terrorismo psicológico, promessas terríveis aos dissidentes, assombrações aos questionadores, ameaças aos que têm dúvidas sobre a procedência das doutrinas e “dons espirituais”, enfim, sempre à base de ingredientes do maquiavelismo, sadismo.

A doutrina do Fatalismo é apregoada à exaustão, assombrando com maldições os adeptos de tal maneira que todo infortúnio na vida é interpretado como decorrente da desobediência a Deus, que a liderança associa como sinônimo de desobediência aos interesses da “Obra”, quais sejam: não trabalhar a contento na manutenção do sistema; questionar ou discordar das doutrinas ou pastores, e desertar da Igreja Maranata etc. Em prol das conveniências e do utilitarismo do sistema, a liderança controla os adeptos através do “peso da mão do Senhor” e das investidas do “Adversário”, ou mesmo pelas famigeradas distorções bíblicas “não toqueis nos meus ungidos” ou “blasfêmia contra o Espírito Santo”.

Concentra-se a liderança em construir no imaginário dos adeptos a seguinte idéia: ou eles submetem ao sistema a fim de serem abençoados e salvos por Deus ou vão sofrer terríveis conseqüências. Esse é âmago da teologia do medo, que é deixar a pessoa sem alternativa.No fundo, essa teologia cria uma espécie de “bajulação espiritual” em que a relação com o Altíssimo é puramente por interesses e troca de favores, ora para adquirir um “vale-bênção”, ora para adquirir o “tíquete” para a salvação. São claras ameaças e intimidações, que levam o adepto a ter medo, e do medo levam-lhe ao infantilismo, perdendo totalmente a capacidade de desenvolver um pensamento crítico, e, por fim, ao pleno estado de abdução e alienação – inerte e passivo a reflexos -, em total espírito de manada, obedecendo, reagindo, às ordens da liderança.

2.1. Disseminação da Culpa

 A Disseminação da Culpa é um mecanismo inerente à teologia do medo, logo, amplamente utilizado pela liderança da Maranata para controlar as pessoas. Os “pastores” emulam o sofrimento e frustração em seus adeptos, atribuindo-lhes a culpa por suas fraquezas e imperfeições naturais, em razão das quais o deus ranzinza do sistema passa menosprezar e assombrar todo aquele que não corresponde às expectativas do sistema da Maranata. Com isso, o adepto se sente como se tudo que ele faz de bom para a Igreja, não importa o quanto ele se esforce, nunca é o bastante. E como resultado disso, ele costuma sentir culpa. A consciência culpada desabrocha no coração dos adeptos, porque, naturalmente como seres humanos, isto é, limitados, jamais eles conseguirão satisfazer a contento, ou seja, em perfeição, as obrigações desumanas exigidas pelo sistema, logo, ficarão aterrorizados com o deus rabugento (da liderança) que está ansioso para desferir castigos contra aqueles que não se tornam úteis à “Obra”.

Nessa paranóia, os adeptos passam a desconfiar de tudo e viver em um constante clima de medo e culpa, a saber:

a) Preocupação excessiva com a opinião dos outros, sobretudo a do pastor;

b) Fala repetidamente sobre o que motivou a sentir culpa;

c) Raiva reprimida;

d) Dificuldade em assumir responsabilidade pelos próprios atos;

e) Sente-se rejeitado;

f) Responsabiliza o outro pelo próprio sofrimento;

g) Sente-se vítima em algumas ou muitas situações;

h) Dificuldade em expressar os reais sentimentos;

i) Não consegue falar ‘não’ ao pastor e às atividades da Igreja;

j) Necessidade em agradar ao pastor, os demais do Grupo de Intercessão e aos da igreja;

l) Sempre fazendo algo pelos outros e raramente para si mesmo;

m) Dificuldade em fazer algo para os seus amigos e familiares, mas sempre à Igreja;

n) Não consegue administrar o tempo, pois está sempre sobrecarregado;

o) Baixa autoestima;

p) Falta de amor-próprio.

É exatamente por causa do medo já embrenhado no ambiente religioso, em virtude das cobranças e terrorismos, os membros passam a não aceitar mais as suas próprias limitações humanas, consumindo-se numa rotina asfixiante de atividades sem fim, a fim de descarregar o peso da consciência culpada, de forma a querer estar em todo lugar e fazer tudo ao mesmo tempo em prol da “Obra”, em uma espécie de autoflagelação. E, com isso, a liderança arregimenta para si um corpo de membros entusiasmados e dedicados com as atividades da Instituição, mantendo o sistema por uma mão-de-obra gratuita, ao escravizar os adeptos pela dependência psicológica, nesse sistema viciante e específico.

Um adepto com a consciência culpada, doutrinada pelo Presbitério, alimenta uma imaginação que Deus vai “perdoá-lo”, “aliviá-lo” ou “considerá-lo” à medida que se consome progressivamente nas atividades do sistema, porque ele próprio já se “castigou” por antecipação ou pagara um tributo a Deus – trabalhando para a “Obra”. O caráter do deus da Maranata é que ele é muito mais propenso e desejoso para punir e castigar os faltosos do que derramar misericórdia, paciência e compaixão em razão das limitações humanas. O sistema incute fobias, paranóias e neuroses para que os membros sejam adestrados a cirandar e “tocar tambor” em prol dos mimos da Instituição Maranata. É a esse ponto que chega pessoas reféns de líderes que disseminam a consciência pesada (a culpa), as quais apenas exteriorizam fisicamente a angústia que sentem por causa dos seus pecados, o medo de serem castigados ou de irem pro inferno.

Todo membro exemplar da Maranata, quer queira quer não, sente essa culpa, quer se auto-flagele fisicamente ou não, mediante as atividades intermináveis do sistema. A religião da Igreja Maranata sempre quer pôr a pessoa com medo de punições caso não cumpra os seus mandamentos. Sua tática: abrir o caminho através de comoção. O terrorismo psicológico é a única arma que essa religião encontra para manter seus influenciados e envolvidos no seu seio. Vê-se com isso que o Presbitério faz o papel do Senhor dos Engenhos e que os adeptos fazem o papel dos escravos.

2.1.1. Terapia de Quartel

A fim de reforçar a saúde da subserviência hierárquica, a liderança cultiva uma técnica de recrutamento psicológico muito utilizado e eficaz num sistema militar, a “Terapia de Quartel” (por isso, o nome). Essa técnica ou “terapia” consiste que os superiores (pastores e o presidente) apelem para um comportamento deliberado e proposital de indiferença, insensibilidade e desdém no trato para com seus inferiores hierárquicos, ostentando, sempre, um ar de superioridade, autoconfiança, zelo extremo, severidade e petulância. É lançando mão de tal “terapia”, que os superiores provocam nos membros de cargos inferiores (diáconos, obreiros, professores etc.) um sentimento de culpa e sensação de insegurança. A imprevisibilidade para lançar mão desse ardil é uma das grandes maneiras para o sucesso dessa técnica. Ou seja, subserviente quando menos esperar, ele é tratado com indiferença pelo pastor ou superior hierárquico.

O objetivo da liderança é que o inferior hierárquico não se sinta confortável na presença e na relação com o líder, pois ele deve sempre se sentir endividado, pequeno, diante do superior. É imprescindível que a liderança implante no coração dos subalternos a sensação de que tudo que eles façam de bom para a Maranata – não importando o quanto eles se esforcem – nunca será o bastante. E, logicamente, como resultado disso, os inferiores hierárquicos costumam sentir culpa e complexo de inferioridade, necessitados de aceitação e aprovação sócio-religiosa. Ou seja, mediante a indiferença dos superiores, os adeptos passam, à medida do tempo, a se sentirem culpados e inferiorizados, como que não se sentissem servos fiéis, confiáveis e úteis ao sistema, afinal, estão sendo “desprezados” pela liderança. De tal maneira que, naturalmente, os adeptos passarão a desejar sedentamente a aprovação e aceitação do líder e dos demais membros (geralmente dos componentes do Grupo de Intercessão), as quais outrora ele, de certa maneira, detinha quando iniciou a sua caminhada na Maranata.

Trata-se de um engenhoso e ardiloso estratagema psicológico para manipular pessoas simples, ingênuas e desinformadas, principalmente aquelas que já estão totalmente condicionadas ou formatadas nos valores do sistema isolado e fechado da Maranata. Na prática, aprisionados nos valores desse “mundinho” exclusivo em que vivem, aos membros da Maranata só lhes restam almejar serem benquistos e considerados na “Obra”, para que possam se sentirem válidos como ser humano e emocionalmente saciáveis. Logo, submetidos a esse efeito de inclusão social, ingênuos, obedecem cegamente aos superiores, ignorando até contradições bíblicas e os tratamentos aviltantes, para poderem estar seguros e emocionalmente bem consigo mesmos.

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