Pastores Abusivos

Os abusos espirituais continuam acontecendo e vai deixando atrás de si um enorme número de pessoas que não querem nem ouvir falar em igreja evangélica. Não é difícil encontrá-los. Alguns formaram comunidades na Internet para se ajudarem, e muitos estão sendo cuidados em consultórios de psicanálise. O abuso deixa marcas profundas. Traumas psicológicos, depressão e até doenças graves são relatadas pelas vítimas.

O abuso religioso é um assunto bem discutido em livros, revistas e internet, mas que ainda não está esgotado porque as coisas continuam acontecendo. Muitas publicações foram feitas com o intuito de alertar para esses males, mas infelizmente poucos são alcançados. Por isso, neste espaço também demos oportunidade para falar sobre o assunto, já que quanto mais oportunidades gerarmos para esclarecer sobre a natureza desse mal, mais pessoas podem ser esclarecidas.

Definição do Termo

Organização Estrutural: O abuso espiritual pode ocorrer em qualquer organização estrutural, mas as estruturas mais autoritárias e, sobretudo, de alto apelo místico, que indiscriminadamente usam o nome de Deus, para dar autoridade aos seus atos, são ainda mais suscetíveis ao abuso espiritual sistemático.

Definição: Abuso espiritual é o uso impróprio de qualquer posição de poder, liderança, ou influência para satisfazer os desejos egoístas de um líder religioso. Abuso espiritual é o uso da posição de liderança ou do poder para seduzir, influenciar e manipular as pessoas a fim de alcançar interesses próprios. Às vezes o abuso se origina em posições doutrinárias. Às vezes ele ocorre porque os interesses pessoais de um líder, ainda que legítimos, sejam satisfeitos de maneira ilegítima. Sistemas religiosos espiritualmente abusivos são comumente descritos como legalistas, controladores, religiosamente viciadores e autoritários.

Os praticantes do abuso espiritual são muito hábeis para passar a impressão de que o que querem é do interesse de Deus e da sua obra quando, na realidade, o que buscam é seu próprio interesse, assim como benefícios para sua instituição.

O evangelho “barato”, pregado atualmente por algumas igrejas gerou um grande número de “pastores”, “bispos”, “ungidos”, “apóstolos”, líderes que não medem consequências para alcançar seus objetivos. Esse mesmo estranho evangelho também permitiu a abertura de igrejas por pessoas totalmente despreparadas que se auto-intitularam pastores. Geralmente eles são oriundos de alguma igreja onde não tiveram oportunidade no ministério. Existem também os que estão interessados apenas em conseguir recursos financeiros e exercer poder. E, por último, existem os que são servos de Deus sinceros, mas por não possuírem qualificação ou chamado para o cargo, são inseguros, e essa insegurança é disfarçada por um autoritarismo exacerbado. O certo é que a maioria deles é danosa aos membros de sua congregação, gerando um grande número de pessoas feridas e decepcionadas, erroneamente, com o Evangelho.

Abusos espirituais ocorrem nas igrejas cujo líder utiliza sua prerrogativa de autoridade espiritual para, em nome de Deus, controlar e ferir seus liderados. O abuso acontece sempre com uma justificativa espiritual, precedido de frases como: “O senhor me revelou que…”, “Eu estava orando e o Senhor me falou…”, “Deus tem mostrado ao ministério que…”, “Estivemos num retiro pessoal e Senhor nos esta visão…” Estas afirmações conferem ao líder religioso um poder sem limites, pois é um poder sobre a vida das pessoas que é “legitimado pelo próprio Deus”. Com estes poderes utilizados por lideres imaturos e controladores muitos pessoas são humilhadas, feridas, desestabilizadas, execradas etc. Um dos aspectos mais manipulativos do abuso espiritual é através do mau uso da profecia. Muita gente constituiu casamento, namoro, adquiriu bens ou entregou suas posses para a igreja através das falsas profecias. O perfil do líder é de um homem ou uma mulher que possui uma autoridade inquestionável, são controladores, e tem grande capacidade de sedução e persuasão.

São pessoas que não conseguem se acercar  de outros lideres tão fortes ou mais fortes do que eles. Só consegue enxergar outro pastor como um adversário à sua posição de líder, de modo a sempre estar em clima de competição e desconfiança. São ciumentos e não admitem que os holofotes sejam divididos. Se auto referenciam o tempo todo, como exemplos e testemunhos próprios, seja no seu ministério e na sua teologia. Têm pouca ou quase nenhuma comunhão com outras igrejas ou pastores que pensam diferentes. O líder abusador controla as finanças e as decisões quanto ao destino do dinheiro do ministério. Com frequência, humilha, desqualifica seus liderados em público e expulsa aqueles que ousam a pensar diferente. Não têm amigos, tem bajuladores; e se cerca de pessoas absolutamente leais que o obedecem cegamente, em troca de favores e vantagens seculares.

Texto chave

O texto chave usado pelos abusadores é Hebreus 13:7, onde a palavra chave é “obedecer”. Ken Blue comenta: “A palavra no Novo Testamento para “obedecer” – “peithomai” – não se refere a uma coisa que possa ser exigida por direito ou imposta por decreto.” Ken Blue anota sete sintomas da religião abusiva, dissecando a censura de Jesus contra os fariseus, conforme Mateus 23:

a) Os líderes abusivos embasam a autoridade espiritual na sua posição ou ofício, em vez de no serviço do grupo. Seu estilo de liderança é autoritário;

b) Muitas vezes, os líderes das igrejas abusivas dizem uma coisa e fazem outra. Suas palavras e ações jamais combinam;

c) Eles manipulam as pessoas através do sentimento de culpa, por não crescerem na espiritualidade, colocando pesados fardos sobre os seus ombros, sem, jamais tentarem retirar esses fardos. Numa igreja abusiva, os fardos vão se tornando cada vez mais pesados;

d) Os líderes abusivos se esforçam para aparentar piedade. Em geral, eles recusam qualquer crítica que possa colocá-los sob uma luz negativa;

e) Eles buscam títulos honoríficos [pastor, profeta, apóstolo, etc.], promovendo um sistema de classe e se colocando no topo do mesmo;

f) Sua comunicação não é direta. Seu discurso é especialmente vazio e confuso, quando tentam se defender;

g) Eles se apegam a itens menos importantes, negligenciando os que são realmente importantes. Têm consciência dos detalhes religiosos, enquanto negligenciam as agendas mais importantes. Devemos ter a coragem de seguir o exemplo de Cristo e subverter o sistema, quer seja um casamento ou uma organização, se esse sistema estiver errado. Uma submissão silenciosa, face à violência, à desonestidade e ao abuso, sempre vai possibilitar que tal abuso continue nas gerações futuras.

Cobertura Espiritual

Novas doutrinas difundidas pelo movimento neopentecostal, também colaboram para o crescimento dos excessos. Uma delas é o ensino sobre “cobertura espiritual”, que concede ao líder posição de autoridade e responsabilidade espiritual sobre todos os membros de sua igreja. Quem sair de sua cobertura fica sem defesas contra o inimigo, Deus sequer ouve suas orações. O termo “Cobertura Espiritual” baseia-se em uma doutrina falsa, que nada mais é que abuso religioso. Não tem base bíblica. Nossa cobertura espiritual é o amor de Deus, que se estende sobre nós como um lençol (Rm. 8:31-39). Como alguém humano e falível poderia ser cobertura espiritual? Não tem sustentação, é manipulação.

Numa igreja saudável, espiritual e emocionalmente equilibrada, todos os membros oram uns pelos outros, compartilham e dividem os “fardos” como manda a Bíblia (Gl. 6.2). Não é apenas a oração do pastor que tem validade diante de Deus. Todos, enquanto crentes em Cristo Jesus, somos filhos de Deus, então, todos estamos sob a cobertura de Deus.

Tipos de Pastores que Cometem Abusos

Como já citamos no início desse estudo, existem vários tipos de pastores que cometem abusos. Vamos comentar aqui sobre os dois tipos mais comuns, citados no livro “Outra Espiritualidade”, pela clareza como são definidos.

  • Pastores-lobos: São lobos vestidos de pastores. São corrompidos, alguns conscientemente, outros sinceramente enganados. Mas corrompidos na alma, na mente e no coração. Corrompidos no entendimento da verdade, na relação do sagrado com o divino. São pastores de si mesmos. Homens que se utilizam da fé e do desespero alheios para alcançar seus próprios objetivos, servir seus próprios interesses que é: implementar sua visão particular, desenvolver seu projeto pessoal de poder. São homens que atuam no ramo da religião, no segmento evangélico, mas que estão absolutamente distantes do Evangelho de Jesus. Distantes de sua mensagem, de seu espírito, de seu caráter, de seus propósitos, de seus valores e de seus conteúdos mais profundos. São os grandes geradores de ovelhas feridas. São os maiores abusadores do rebanho;

 

  • Pastores-ovelhas: Estes são ovelhas vestidos de pastores. São cristãos sinceros e dedicados a obra de Deus, mas que jamais deveriam ter sido investidos da autoridade pastoral por não terem chamado para essa função. Homens que pretendem servir a Deus, e o fazem com integridade e sinceridade ao longo dos anos, mas que nunca foram separados pelo Espírito Santo, isto é o Espírito Santo jamais os constituiu pastores, foram colocados por decisão humana. Falta-lhes autoridade divina. Falta-lhes coração e alma de pastor. Falta-lhes entranhas de pastor. Receberam o cetro, receberam o titulo, mas não receberam o mais importante, a unção de Deus para o cargo. E essa não pode ser forjada, inventada ou manipulada. Seriam ótimos crentes, ótimos pregadores do evangelho, mas são péssimos pastores. Estes geralmente são inseguros e querendo mostrar sua autoridade, exageram e passam a dirigir a igreja ditatorialmente, não aceitam interferência em suas decisões. Não cometem abusos propositadamente.
Efeitos do Abuso Espiritual

O abuso espiritual tem um efeito devastador na vida das pessoas. Elas normalmente depositam um alto grau de confiança em seus líderes, os quais deveriam honrar e guardar tal confiança. Quando essa confiança é traída, a ferida que se abre é muito grande, até mesmo a ponto da pessoa nunca mais poder confiar em líderes espirituais novamente, mesmo que eles sejam legítimos.

Uma situação análoga pode ser vista nas vítimas de incesto, que apresentam sintomas emocionais e psicológicos muito parecidos com os vistos naqueles que são abusados espiritualmente. O principal sintoma é a incapacidade que desenvolvem em se relacionarem normalmente com pessoas que representem ou tenha alguma associação mental com a fonte de sua dor emocional.

Além de desenvolverem medo e desilusão com relação a líderes religiosos, as vítimas de abuso espiritual muitas vezes têm dificuldade em confiar em Deus. Eles se perguntam, “como é que Deus pode ter permitido que isso acontecesse comigo? Tudo o que eu queria era amá-lo e servi-lo!” Muitas vezes, essas pessoas desenvolvem grande rancor. A raiva, por si própria, não é necessariamente pecado (Ef. 4:26), pois até mesmo Deus se ira contra a injustiça (veja acima). Entretanto, se esse rancor não for progressivamente eliminado, ele pode estabelecer raízes de amargura e incredulidade com relação a tudo que seja espiritual.

Recuperando-se do Abuso Espiritual

Para que haja uma recuperação dos males causados pelo abuso espiritual, é preciso que a vítima entenda o que aconteceu, por que aconteceu, e como aconteceu. Ela também precisa entender que ela não é a única pessoa vitimada por esse tipo de abuso. Ela deve procurar grupos de apoio, e ser contínua e pacientemente ensinada sobre a graça de Deus. Os grupos de apoio são necessários não só para que a vítima seja ministrada pelo grupo, mas também para que ela possa usar sua experiência para ministrar a outras vítimas, o que é essencial para a sua recuperação. A vítima também deve procurar eventualmente perdoar os que a abusaram. Normalmente alguns anos são necessários para que uma vítima de abuso espiritual possa ser totalmente restaurada.

Todos Podem Ser Vítimas

Por mais estranho que possa parecer, o abuso espiritual não acontece apenas contra pessoas simples e de baixo nível escolar. A verdade é que pessoas esclarecidas e de classe alta são facilmente manipuladas e se tornam escravas de lideres maquiavélicos. As pessoas manipuladas deixam de usar a razão e passam a ouvir a emoção. Quando se dão conta do que está acontecendo com elas geralmente já se encontram no fundo do poço. Já perderam quase tudo que tinham (tempo, estudos, família, profissão), já não tem mais amigos, se afastou dos familiares e muitos perderam esposa ou esposo. Tudo para servir integralmente à “igreja verdadeira”.

As pessoas mais susceptíveis ao abuso são aquelas enfraquecidas pelas agruras da vida e sem força ou discernimento para contestar equívocos da autoridade pastoral. São homens e mulheres inseguros, com auto-estima baixa e que tendem a ter uma admiração exagerada e sem censura por seus lideres. São dependentes de conselhos para tomarem decisões, ingênuos e infantis diante da realidade da vida. Geralmente são pessoas com problemas de relacionamento familiar, carentes de atenção ou de satisfação social. A religião ocupa quase a totalidade de seu tempo e energia, e, consequentemente, espiritualizam suas existências.

Comunhão com Deus

Faz parte da natureza humana a transferência de responsabilidade, mas a experiência espiritual não permite a transferência de responsabilidade. Ninguém se relaciona com Deus em nome de outro alguém, cada um se relaciona por si mesmo. Então, que cada cristão procure se relacionar com Deus, independente do que pensa alguém da liderança da igreja sobre suas orações. Se disserem que sua oração é “fraca” não chega ao céu, não se preocupe, quem está recebendo sua súplica é Deus. Você está orando em nome de Jesus e não de seu líder. Isto quer dizer que sua comunhão com Deus não pode ser medida pela liderança de sua igreja.

Como se Prevenir do Abuso Espiritual

 Existem algumas maneiras de identificar o abuso espiritual, mas não há uma regra básica, já que todos os dias são criadas novas técnicas de abordagem para “aprisionar” os incautos. Cuidado com frases do tipo:

“Você ainda não entendeu a nossa visão”;

“Não olhe para o homem. Olhe para Jesus”;

“Não devemos nos preocupar com essas coisas, mas com a nossa salvação”;

“Isso é uma verdade espiritual que você ainda não tem condições de entender”;

“Seja submisso ao ministério, e você será abençoado”;

“Não se pode questionar a revelação”;

“Não toque no ungido do Senhor”;

 “Cuidado! A letra mata!”;

 “Você está na razão. Questiona muito. Tem que ser submisso à revelação”. 

São frases que podem parecer legítimas, mas, prestemos atenção, se diligentemente aferidas, percebemos que o objetivo de quem a profere é tão-somente para sustar ou desencorajar qualquer ação que possa ir contra as conveniências do líder ou da instituição. São frases do tipo “cala-boca”, de efeito, para de imediato sustar o questionamento.

Fiquemos Atento e:

 1 – Não aceite nada que não possa ser questionado;

 2 – Preste atenção se o líder tem tendência de vangloriar a Instituição, compará-la com outras Igrejas e, indiretamente, se autoelogiar.

3 – Preste atenção se a “visão” da igreja é mais importante que as pessoas.

4 – Seu pastor lhe causa medo? Ele ameaça os membros com revelações sobre sua vida pessoal? Vive dizendo que Deus lhe mostra tudo que acontece ou o que as pessoas fazem de errado? O respeito que você tem pelo seu pastor, é em razão do medo ou afeto por ele?

5 – Observe se seu pastor trata de maneira mais próxima e até privilegiada os membros que têm uma posição social ou financeira melhor.

6 – Se é comum alguém ser escolhido para ser humilhado diante de todos, principalmente aqueles sem envergadura dentro da igreja.

7 – Não reverencie seu pastor. Por mais carismático que ele seja, trate-o apenas como pastor, respeitando-o, primeiramente, como um próximo, depois, como cristão e, por fim, como autoridade eclesiástica, mas nunca como um “deus” ou pessoa infalível.

Servir a Deus é maravilhoso, mas isso não quer dizer que você deva se separar dos amigos e da família por não serem crentes. Continue tendo amigos descrentes, continue com seus laços familiares. Ir à festa de família não o obriga a utilizar bebida alcoólica, muito menos participar de conversas inadequadas. Estando entre amigos e familiares descrentes você terá oportunidade de falar do evangelho para eles.

Pastor que Pode Ser Questionado

Acreditar que o pastor tem uma visão iluminada a respeito das verdades espirituais e que ele sempre conhece mais a Deus ou a Bíblia que todos na comunidade, é um erro de avaliação. Isso facilita a supremacia do pastor sobre todos. Tudo que ele diz se torna verdade. O líder passa a ser intocável. Quem tenta questioná-lo é tratado como endemoninhado, “sem visão” e “ovelha negra”. Não deve ser assim, o pastor pode e deve ser contestado quando está usando a Bíblia de maneira errada. O pastor pode e deve aceitar questionamentos e contestações dos membros, afinal todos fazem parte do corpo. Seria bom se o líder tivesse coragem de dizer que não tem resposta para todas as questões e soluções da vida, reconhecesse que é limitado e não é infalível. Pedro era uma das colunas da Igreja de Jerusalém. Paulo em comparação a ele era um “novato” no ministério, mas quando foi necessário o “novato” corrigiu a atitude do apostolo Pedro (Gl. 2:11). O próprio Paulo elogiou os crentes de Beréia, porque examinavam as Escrituras confirmando se o que apóstolo ensinava era verdade (At. 17:11), como assim sugeriu aos coríntios (1 Co. 10:15)

Pastores na Plenitude do Espírito Santo

Existem pastores sérios, homens de Deus e de alta confiança. O grande problema é identificá-los. Mas ore a Deus para que você na sua busca “tropece” em algum deles. São homens que parecem que romperam a linha que nivela os mortais. Pessoas equacionadas na alma, resolvidas, que vivem no patamar do que a Bíblia chama “plenitude do Espírito”, sendo essa plenitude não uma experiência eventual, mas uma qualidade que se consolidou. São homens que receberam do Espírito Santo o chamado para o pastorado. São homens com entranhas de pastor. Homens que sabem o valor de uma ovelha para o Reino de Deus. São confiáveis, com eles você pode tratar de qualquer assunto sem medo de que ele use seus problemas contra você. São verdadeiros amigos. Pessoas de bem, doces, justas, honestas, equilibradas, pacientes, confiáveis, ternas, não mercenárias.

Pastor que Reconhece suas Limitações

Pastor que reconhece que tem fragilidades, que trata suas emoções com delicadeza, que desabafa com seus auxiliares, que reconhece que pode falhar e não posa de semideus; não alimenta a dependência de pessoas do rebanho, mostrando a elas que o pastor é um ser humano e não um ser infalível, detentor de uma super fé, super espiritualidade. Esses têm menos chances de cometer abusos.

Recebendo os Feridos

Existem igrejas sérias que recebem esses feridos e tentam recuperá-los. É um trabalho árduo e complicado, já que estas pessoas estão desconfiadas de tudo e de todos, cheias de traumas e até doenças geradas pelo sofrimento a que foram submetidas. Só muito amor pelas almas é que movem essas igrejas a receberem esses irmãos, Deus irá recompensá-las devidamente por esse amor.

“Embora o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode provocar a reação de amor, que é a única coisa que DEUS deseja de nós, sendo a razão de nos ter criado.” Philip Yancey.

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Referencias:

1.     Marcelo Parga de Souza – Traduzido e adaptado com a permissao de Watchman Fellowship, Inc.;

2.     J. Dias – http://www.santovivo.net – Abuso Espiritual, Como não Ser Uma Vitima;

3.     Feridos em Nome de Deus, Marília Camargo César – Mundo Cristão;

4.     Outra Espiritualidade, Ed René Kivitz – Mundo Cristão;

5.     Decepcionados com a Graça, Paulo Romeiro – Mundo Cristão;

6.     AGIR – Agência de Informações Religiosas;

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