Estrutura

1. Governo Eclesiástico

O Governo Eclesiástico é realizado pelo chamado Presbitério (ou Conselho Presbiterial) que é o órgão ou colégio central e controlador da doutrina e da administração da Maranata. É composto, em tese, por sete pastores íntimos e amigos pessoais da família que fundou a Igreja Maranata. Tal colégio não possui rotatividade ou mandatos temporários, senão os sete perpetuam-se no poder de acordo com as conveniências do sistema, que é exclusivamente regido pelo Presidente do Presbitério. O “Presidente do Presbitério” é o líder incontestável desse colegiado e expressão máxima de primazia da Instituição, tem controle absoluto em todos os níveis de governo, com ou sem o consentimento dos governados ou dos demais do Presbitério, ficando todos sujeitos às suas decisões, inclusive destituindo ou instituindo quem quer que seja, tanto a nível eclesiástico quanto administrativo.

O governo na Instituição Maranata é eminentemente Autocrata, que é uma forma de governo na qual há um único detentor do poder, seja um líder, um comitê, uma assembléia, com poder ilimitado sobre súditos, sem o controle de qualquer outro órgão, tampouco a participação popular nas decisões, apresentando uma grande autonomia em relação a qualquer área da Instituição e aos governados. O cargo de “Presidente”, até agora, sempre fora ocupado necessariamente por homens membros da família fundadora, perfazendo-se assim, no mínimo, o Nepotismo ou quiçá uma Monarquia Hereditária. O atual Primaz – antigo presbítero da Igreja Presbiteriana de Vila Velha e ordenado “pastor” pelos próprios membros de sua família que egressara dessa Instituição -, após exercer dois mandados como vice-presidente dos falecidos sogro e cunhado, respectivamente, tornou-se o pastor presidente da Maranata; muito embora, sabe-se que, desde a fundação, ele exerce na prática a direção da Igreja Maranata. Não obstante seja dado ao órgão de governo a nomenclatura de “Presbitério”, a doutrina de governo eclesiástico da Maranata, de fato, não é Presbiteriano, mas sim Episcopal.

O Governo Episcopal é uma forma de estruturação de uma Igreja que é dividida em castas e hierarquias de extremo rigor e obediência restrita, com a autoridade máxima, tanto a nível geral, como local, sendo exercida por um Primaz. Esta estrutura está presente nas igrejas católicas, anglicanas e algumas outras igrejas de poucos anos de história, fundadas por um grupo restrito ou líder visionário imbuído comumente por uma visão messiânica, o qual está ascendido no topo do governo piramidal, irredutivelmente. Tal forma de governo é centralizada na figura de um dirigente, um primado carismático (presume-se um líder que goza de assistência sobrenatural do Espírito Santo que o preserva de todo o erro e desvios), revestido de suprema autoridade e poder sobre as diversas igrejas que compõem a Igreja Maranata em seus ritos e doutrinas, responsável pelas decisões administrativas e destinos teológicos da Igreja, mas que possui um grupo de subalternos assessores, tecnicamente chamado de Colégio Episcopal (na Maranata, define-se como Presbitério, em matéria geral; ou Grupo de Intercessão, em sede local) que lhe subsidia e auxilia na gestão do sistema religioso.

Dessa forma, apesar do Grande Líder da Maranata receba a nomenclatura de “Presidente”, na realidade, o regime de governo não se assemelha em nada ao presidencialismo, visto que esse se configura quando o chefe de governo está, em suas decisões e procedimentos, sob o contrapeso de um colégio legislador e judicante, os quais exercem o controle interno, em prol do bem comum, de modo que, caso o Líder desobedeça aos trâmites doutrinários do sistema, é investigado, julgado e destituído, em nome da comunidade. Por todos esses elementos e características peculiares, é plausível afirmar que a Maranata assemelha-se a uma Monarquia Absolutista-religiosa, às semelhanças do Catolicismo-romanista, como o Primado Papal em que ascende no topo da pirâmide governamental a figura de um Suprassumo, acima de todos, necessariamente da linhagem da família fundadora, cuja procedência de sua nomeação é justificada por vontade divina e cuja atuação é dita por inspiração direta do Espírito Santo, configurando o caráter absoluto e inquestionável de sua liderança.

Pode-se considerar, ainda, que o Governo da Maranata também tem traços de uma Oligarquia Religiosa, uma vez que o poder religioso e político da Instituição está eminentemente concentrado em uma família e em um pequeno número de homens proeminentes (os sete) que trocam influência entre si, se mantendo no poder ad eternum – sem mandatos ou períodos determinados -, gozando de prerrogativas únicas e especiais, sob a regência do “Presidente”, no que incorre ao Fisiologismo.

Pela ótica política, no somatório dessas atribuições, a Igreja Maranata tem como regime de governo o Totalitarismo Religioso. Em termos práticos, neste Despotismo a Igreja é absolutamente subalterna e não possui direito de se expressar e exercer democraticamente a sua vontade, senão sempre aderir às decisões pré-determinadas do Líder Primaz e seus assessores, que governam sem dá satisfação e justificativas, cujas palavras são revestidas de infalibilidade pelo fato de asseverarem que, no exercício de seus cargos, seus atos são sempre inspirados por revelação divina. Por isso, a congregação não tem o direito e a liberdade de manifestar-se a respeito de escolhas dúbias dos líderes ou mesmo estabelecer outra forma de governo mais transparente, democrática ou saudável, e tampouco tem o direito de se levantar contra as arbitrariedades e os desvios doutrinários da liderança, que se porta acima do bem e do mal, como mediadora de Deus e a Igreja. Os membros são verdadeiramente tratados como súditos dos quereres da liderança.

Assim, a forma de governo da Maranata se opõe ao da Igreja Primitiva cuja organização caracterizava-se pela constituição de uma Igreja completa e autônoma, não sujeita administrativamente, em termos de Igreja, a qualquer outra senão à sua própria assembléia de irmãos e presbíteros, concentrando-se em sua identidade e necessidades locais, mas calcada no vínculo de coesão, unidade e coerência básica com as demais Igrejas, nos princípios do Evangelho e inspiração do Espírito Santo, obedecendo aos limites da Palavra de Deus. Nesse tipo de governo, os presbíteros são os representantes de cada igreja nas convenções doutrinárias (reunião dos presbíteros e pastores das igrejas), na qual todos decidem, em conjunto, por votação, argumentação e consenso democrático sobre dúvidas e esclarecimentos em matéria de fé e doutrina, naquilo que foram, ao longo de sua experiência cristã, alimentados por Deus; rejeitando, assim, qualquer primazia ou preeminência humana.

A forma de governo da Igreja Primitiva assemelha-se muito com duas formas às quais hoje se denomina Congregacional e Presbiteriano; esse último foi retomado pelos Reformistas pela rejeição ao domínio de hierarquias de bispos individuais (governo episcopal) da Igreja Católica, em que as pessoas eram sujeitas, subservientemente, aos superiores à medida da proporção hierárquica do sistema, sem direito a ponderações ou questionamentos. Posteriormente, dada a sua coerência e senso democrático, o governo presbiteriano serviu e serve de inspirações para vários regimes democráticos ao redor do mundo, principalmente no que diz respeito às esferas de poder.

Entretanto, apartado dessa democracia eclesiástica, na Maranata, é deixado o poder de decisão sob uma única voz e sob as mãos de apenas um homem, e seu diminuto e fechado grupo de partidários e familiares, os quais se perpetuam no poder de modo imutável e injustificável – sob a pretensa alegação de que Deus assim deseja. Seja por comodismo, por dívida, por reconhecimento, por medo, por chantagens, por troca de favores e/ou pelos demais pastores não saberem o que fazer, enfim, a verdade é que o Chefe Religioso governa a Maranata sem estatuto e sem regras, arrebata tudo sob a sua vontade e seu capricho – sujeito apenas às ordens diretas que Deus lhe reporta, dado o gozo da intimidade especial com o Espírito Santo. A liderança ensina que toda a estrutura administrativa da Instituição é edificada por trabalho voluntário, sem ninguém do Presbitério obter lucros ou vantagens financeiras, o que também vale para todos os demais cargos eclesiásticos da Maranata.

2. Hierarquia Eclesiástica

O sistema religioso da Igreja Maranata é estruturado em hierarquia rigorosa. O sistema é dividido e fundamentado em castas ou “patentes religiosas”. A severidade da obediência aos superiores é extremamente baseada na filosofia militar. Na medida do grau de hierarquia, a obediência deve ser restrita e absoluta, por vezes até aviltante, tal como no militarismo. A sujeição cega é sempre amparada em revelações de Deus e na “unção hierárquica” de que cada cargo é acobertado. Questionar, ponderar, discordar ou desobedecer às ordens dos superiores hierárquicos é ir de encontro à própria pessoa do Espírito Santo – ensina-se. Essa hierarquia nervosa e intolerante tem como objetivo mesquinho de manter o status quo, cerceando qualquer expressão intelectual (bíblica ou não) que possa subverter as verdades infalíveis estabelecidas pelo Presidente e o Presbitério da Maranata. Qualquer manifestação opositora a um superior hierárquico, o membro é, de pronto, estigmatizado como “murmurador”, “rebelde”, “desacertado” e “enfermo espiritual” que precisa urgentemente ser rejeitado pelo corpo de membros para o qual não se contaminar com a “opressão” dele.

2.1. Cargos Hierárquicos

Os Cargos Eclesiásticos que compõe a organização das igrejas da Maranata, em ordem hierárquica, são:

1) Pastor, o líder inquestionável da igreja local, a única voz de todas as decisões da igreja e o detentor do poder de controle sobre a vida espiritual e sentimental de cada membro, até secular; a figura do pastor, porém, está subservientemente ligada ao Pastor Coordenador do Pólo, o qual está subordinado ao Pastor Coordenador do Estado, esse que, por sua vez, está ligada ao Coordenador Regional que geralmente é um dos sete do Presbitério, e esse, por fim, ligado politicamente ao grande líder da Maranata, o Presidente, que, como dito, está acima de tudo e sobre todos. Os pastores da Maranata devem ser leigos, ou seja, sem formação teológica; exceção aos do Presbitério e aqueles que são a ele próximos, do qual podem obter o aval para cursar tal Faculdade;

2) Ungido, é o cargo cujo título é em referência à “unção” de ministério concedida ao outrora diácono; tal cargo, na prática, é como um estágio probatório antes de ser, no futuro, ordenado ao ministério (pastor). Logo, o “ungido” está hierarquicamente abaixo do pastor e acima do diácono; detêm as mesmas prerrogativas de controle e autoridade do pastor sobre as ovelhas, mas sempre diretamente sob o aval e conhecimento do pastor;

3) Diácono, é o cargo destinado aos obreiros exemplos do sistema; cujos requisitos, além de exibir os estereótipos estimados pelo sistema, seja casado, não tenha filho bastardo ou concebido antes do matrimônio e tenha fundamentalmente contraído somente um casamento em toda a vida – mesmo que o obreiro seja um fiel estereótipo do sistema, se no passado divorciou e casou com outra mulher, e mesmo que tenha se dado no tempo da ignorância e aceitado o Senhor e se convertido em nova criatura posteriormente, mesmo assim, tal “varão” é “carta fora do baralho”. Essa função é, na prática, o braço-direito, o faz-tudo do pastor; é o ouvido, a boca e os olhos do chefe da “unidade local”; em geral, assumem praticamente todo o trabalho de administração e liderança da igreja local, deixando o pastor sob os privilégios de apenas supervisionar e decidir nas vezes que estar presente no templo; é a partir desse cargo que o varão poderá orar às pessoas impondo as mãos, situação proibida aos obreiros;

4) Obreiro é o cargo eclesiástico inicial destinado aos homens para o exercício de funções na Maranata; é assumindo esse cargo que já se pode estimar a espiritualidade do varão para trabalhar como “servo do portão”, “servo do louvor”, “servo da mensagem”; e na medida em que o obreiro for demonstrado empenho e compromisso com o sistema, adquirirá mais funções (instrumentista, tesoureiro, capitão de grupo, membro do grupo de louvor do maanaim etc.);

5) Senhora Linha de Frente é destinado às mulheres casadas, viúvas ou solteiras de idade, totalmente engajadas no sistema que demonstram muita dedicação e uma suposta vida espiritual edificada (entenda-se: obediente ao sistema religioso); esse cargo exerce a função de liderar os serviços da cozinha, das confraternizações, da ornamentação dos arranjos de flores do púlpito; bem como ser a ministradora da palavra nos “culto de senhoras”. As demais funções são instrumentistas e professoras de crianças (o primeiro cargo destinado às mulheres), de intermediários, de adolescentes (a evolução hierárquica do cargo anterior) e de jovens (destinado a diáconos e obreiros maduros em idade e dedicados ao sistema); são, portanto, cargos acumuláveis com os outros.

2.2. Funções Eclesiásticas

As funções eclesiásticas da Igreja Maranata são atribuições quês e acumulam como mérito que se adquire à medida do envolvimento e dedicação ao sistema religioso. As funções são Professora de Crianças, de Intermediários e de Adolescentes, Responsável pelo Grupo de Louvor, Membro do Grupo de Louvor, Instrumentista, Senhora Responsável pelo arranjo de Flores e Toalha do Púlpito, Responsável pelo Jardim, Responsável pelos Idosos, Responsável pelas Gestantes, Membro di Grupo de Intercessão, Tesoureiro e Capitão do Grupo de Assistência. Todas essas funções são atribuídas a obreiros, diáconos, jovens mulheres casadas por “revelação do Senhor”, sem exceção.

3. Grupo de Intercessão

O Grupo de Intercessão é formado pela seleção de membros, supostamente, mais edificados da igreja local. Entenda-se por edificados aqueles que se enquadram perfeitamente nos estereótipos do sistema religioso. Toda igreja local tem o seu grupo para tratar dos assuntos supervisionais, disciplinatórios e fiscalizatórios. A composição prática é formada pelo pastor, ungido e suas respectivas esposas, bem como pelos diáconos, alguns obreiros e algumas senhoras linha de frente. Nele, essencialmente, é esmiuçada a vida de cada componente da igreja, especialmente as dos membros detentores dos cargos e funções, a fim de aferir se estão seguindo os conformes doutrinários, costumeiros do sistema. A vida de cada membro da igreja é pauta dessas reuniões: seus erros, suas atitudes, suas palavras, sua frequência, enfim, suas obras de um modo geral são aferidas e valoradas pelo grupo.

Por isso, é comum que componentes do grupo sejam incumbidos pelo pastor a vigiarem os passos de determinados membros da igreja – descobrir o que ocorre com cada um, fiscalizar suas vidas, averiguá-los como são fora da igreja etc. É esse grupo, sob a decisão final do pastor, que decide se disciplina, pune, excomunga determinado membro, bem como é nele que se determina se agracia com determinadas funções e cargos os membros. Essas reuniões têm alto apelo carismático, sempre o grupo embasando suas decisões em dons espirituais (visões e revelações) que recebem para determinada questão.

4. Seminários

Os “Seminários” são famigerados eventos de doutrinamento em massa, periódicos, comumente a cada quinzena, ocorridos em feriados e fins de semana, ministrados pelos sete pastores do Presbitério e, acima de tudo, pelo “Presidente” da Maranata, ao qual é incumbido por ele mesmo como o detentor do maior número de aulas e tempo para as tais. Pelo fato de haver a política de que os demais pastores não podem ministrar seminários, a não serem somente os do Presbitério, por razão de logística, aos adeptos da Maranata que estão fora do Estado do Espírito Santo, os seminários são realizados por videoconferência (satélite); executados, em regra, nos “mannains”. Não obstante a Maranata defender a tese de que os cultos nos templos não precisam ultrapassar 30 a 45 minutos, segundo uma revelação de que Deus lhe passara que os ouvintes acabam “perdendo a bênção” pelo cansaço e desconcentração depois desse período, os seminários, porém, chegam à odisséia de normalmente 02 ou 04 dias, no máximo (em feriados prologandos) de intensas aulas e pregações, numa duração diária de 10 a 12 horas seguidas, com os ouvintes sentados, submetendo ao doutrinamento constante, com breves intervalos de 10 minutos entre as aulas.

São nesses seminários que a liderança externaliza todo o caráter e valores religiosos que perfazem o sistema teológico da Maranata. Uma vez que “não se pode dizer certas coisas nas igrejas para não escandalizar os visitantes”, nos seminários, por outro lado, reunidos, em seu isolamento, os adeptos são expostos a uma enxurrada de críticas ao cristianismo praticado pelas demais igrejas, ao passo que, acompanhadas das críticas, vibrantes discursos propagandistas e autopromocionais ao cristianismo praticado pela Maranata são vigorosamente enfatizados. Embora seja dado o nome de “seminários”, não  se aplica a didática que valha o nome, pois se trata, na verdade, de pseudo-aulas em que não há direito de perguntas livres e espontâneas – somente feitas pelo próprio Presbitério e que o mesmo, em seguida, as responde). Cristianismo em si não é ministrado, mas sim o que há é uma ênfase exagerada nas doutrinas praticadas pela Maranata e também em testemunhos miraculosos e triunfalistas, sempre sob o sutil pretexto de associar as suas causas às supostas virtudes do sistema religioso da Maranata.

Os “seminários” se dividem em oito períodos, cujo inicial é o “seminário de principiantes”, destinado, como o próprio nome diz, às pessoas que estão a se filiar na Maranata, e aos demais membros que, embora já tenham o feito, devem, porém, repeti-los frequentemente a fim de acompanhar a “dinâmica da Obra”. Posteriormente, são divididos em “períodos” que vai do primeiro ao sétimo. À medida que os membros vão realizando os períodos progressivamente, vão adquirindo direito (imprescindível) e o dever (frisa-se) de realizar o próximo período de seminário; exceção ao sétimo e último período que é destinado, em regra, exclusivamente a “varões” empossados de cargos eclesiásticos e “senhoras linha de frente”. A rigor, na proporção em que se elevam os “períodos”, evolui a intensidade dos ensinos – a saber: terrorismos emocionais, assombrações, admoestações vociferantes, execração energéticas das outras instituições e, claro, autopromoções mais exclusivistas.

Apesar da teoria, número de “períodos” e até mesmo livros, versículos bíblicos diferentes, suponha-se que as aulas dos “Seminários da Obra” divirjam em seu conteúdo; ocorre, entretanto, que, na prática mesmo, independente do nível do “período”, as aulas são muito repetitivas, entediantes e sem conteúdo; gravitando sempre nos mesmos raciocínios e elementos abordados, quais sejam: ora em comparações e polarizações entre a Maranata e as demais Denominações, figurando a Maranata no pólo positivo e as demais, no negativo, em matéria de espiritualidade; ora em contar testemunhos prósperos e de sucesso espiritual, muitas dos quais repetitivos, com o objetivo de convencer e assegurar os ouvintes de que a Maranata é espiritualmente especial e diferente, concedendo as práticas da Maranata a razão e o mérito das experiências e milagres; por fim, ora para apresentar a frieza e tédio de conceitos teológicos e alegorizações bíblicas, eminentemente particulares do Presbitério. Resume-se os seminários nessas três vertentes. A Palavra de Deus em si mesma, em matéria de comportamento, valores, pensamento, é algo extremamente raro de ser ministrado. Muda-se, portanto, os seminários, muda-se os títulos das aulas, passam-se os anos, e muda-se os meios de transmissão (seja por videoconferência, seja por satélite), mas o conteúdo em si dos “Seminários”, em essência, sempre é a mesma coisa: o marketing religioso e maniqueísta (preto no branco) – Maranata x Outras Instituições Religiosas. Muito embora sabedores de que as aulas são repetitivas, é comum os adeptos, piegas e afetadamente, dizerem que “as aulas são as mesmas, mas o Senhor tem sempre revelações novas”. Ressalte-se, por fim, que além dos membros contribuírem com o dízimo, a Instituição determina taxas de inscrição no valor médio de R$ 30,00 – valor justificado apenas como ajuda de custo e alimentação.

Desta forma, no regime totalitário não há espaço para a prática da democracia, nem mesmo a garantia aos direitos individuais.

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