Institucionalismo: O Início

A Igreja teve seu início na historia como um movimento de caráter mundial, no dia de Pentecostes, no fim da primavera do ano 30, cinqüenta dias após a ressurreição do Senhor Jesus, e dez dias depois de sua ascensão ao céu. Geograficamente, a igreja iniciou-se na cidade de Jerusalém e suas atividades nos primeiros anos limitavam-se àquela cidade e aos arredores dela, e foi com Paulo e outros discípulos que a Igreja começou a crescer aos gentios, através de das missões por volta de 46 d.C. Não se tem registro na história que indique as reuniões das primeiras comunidades cristãs como organização, nem o reconhecimento de tais grupos como instituição. As sedes gerais da igreja (como comunidade e local congregacional) eram o Cenáculo, Monte de Sião, Pórtico de Salomão, no Templo e, principalmente, nos lares dos irmãos (1 Co. 16:19; Col. 4:15; Fm 1:2), locais que eram pontos centrais de encontro ali na cidade de Jerusalém.

Após a morte e ressureição do Senhor Jesus, o fundador da Igreja, seus discípulos começaram a ser perseguidos por judeus e romanos. Estevão foi morto apedrejado pela multidão enfurecida (At. 7:57-60).  Mais tarde, o apóstolo Tiago foi morto à espada pelo rei Herodes (At. 12:1-2). Por incrível que pareça, as perseguições dos inimigos colaboraram para surgimento de outras igrejas.  O livro de Atos diz: “Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra” (Atos 8:4).

Devido à perseguição, os discípulos fugiram de Jerusalém e por onde passavam o Evangelho era anunciado.  Filipe, que era um dos fugitivos, pregou na cidade de Samaria e também ao eunuco, homem importante da Rainha da Etiópia.  É bem possível que o eunuco tenha levado o Evangelho ao país da Etiópia.

Porém, as perseguições não se restringiram somente aos ataques físicos.  Quando Satanás percebeu que matar os cristãos não estava surtindo efeito, então, resolveu mudar de tática.  O Diabo resolveu solapar a fé dos crentes introduzindo ideias estranhas ao Evangelho de Cristo. Ainda nos dias dos apóstolos, alguns crentes começaram a acreditar que a fé em Cristo não era suficiente para a salvação da alma. As obras foram acrescentadas à fé para alcançar a graça de Deus.  No Livro de Atos podemos confirmar este fato: “Alguns homens desceram da Judéia para Antioquia e passaram a ensinar aos irmãos: ‘Se vocês não forem circuncidados conforme o costume ensinado por Moisés, não poderão ser salvos’” (At. 15:1). Alguns falsos pregadores entraram sorrateiramente nas igrejas da Galácia e ensinaram que era necessário guardar os preceitos da lei, transtornando assim o verdadeiro Evangelho de Cristo (Gal. 1:7). Paulo admoestou aos irmãos gálatas que qualquer outra doutrina diferente do Evangelho de Cristo deveria ser considerada maldita (Gal. 1:8). Paulo não cedeu nenhum momento aos falsos ensinadores, e procurou reconduzir os irmãos gálatas à fé verdadeira (Gal. 2:5; 3:10-11).

Depois que os apóstolos morreram, as igrejas continuaram sendo atacadas doutrinariamente.  João, o último dos apóstolos a morrer, foi escolhido por Cristo para escrever às sete igrejas da Ásia. Capítulos dois e três de Apocalipse mostram claramente os problemas que cada uma das sete igrejas tinha. Um outro erro que penetrou nas igrejas foi a de alguns homens que se diziam cristãos, assenhorearem da herança de Deus. O apóstolo Pedro já havia advertido a respeito disso: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”(1 Pe. 5:1-2).  Diótrefes, ainda no tempo do apóstolo João, queria dominar a qualquer custo uma igreja local.  “Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe”(3 Joa. 9).

Durante o período que se seguiu à Era Apostólica, e que durou duzentos anos, a Igreja (como comunidade) continuou sob a espada da perseguição. Durante o segundo, terceiro e parte do quarto século, o império Romano exerceu todo o seu poder e influência para destruir aquilo que chamava de a “superstição cristã”. Durante sete gerações, um enorme exército de mártires conquistou suas coroas sob as espadas de seus inimigos, das feras nas arenas e nas ardentes fogueiras e crucificações. Contudo, em meio a tantas mortes e perseguições, os seguidores de Cristo aumentavam em número, até alcançar metade da população do Império Romano.

O sistema totalitário dos césares trouxe a visão pagã do imperador como divindade, e a lealdade aos cultos pagãos tradicionais de Roma, encabeçada pelo imperador como sumo-pontífice, era uma forma de patriotismo. Então, a rejeição cristã aos deuses pagãos e à adoração ao imperador era vista como traição, e acirrava o ódio popular contra a minoria considerada não-patriota, os cristãos. Junte-se a isso o fato de que os templos pagãos começaram a ser abandonados e os cultos cristãos a ficarem lotados. Nos idos de 250, o imperador Décio martirizou milhares de cristãos, inclusive os bispos de Roma, Antioquia e Jerusalém, bem como um grande número dos próprios soldados do imperador que se recusava a sacrificar aos ídolos. A intenção do imperador era que os cristãos voltassem à antiga religião, através de longos julgamentos, repetidos interrogatórios e extensos uso de torturas.

A grande perseguição, como veio a ser conhecida, começou em 303 d.C sob o imperador Diocleciano e seu co-imperador Galério. Todas as Escrituras deveriam ser entregues as autoridades, toda adoração cristã proibida, todos os líderes cristãos aprisionados e todos os cidadãos do império deviam sacrificar aos deuses pagãos, sob pena de morte. Em muitos lugares houve um banho de sangue. Por exemplo, na Frígia, onde toda população era cristã foi dizimada – uma cidade inteira.

Mas o cristianismo crescia a todo vapor, não obstante a perseguição, e o Império estava ameaçado, ante a subversão causada pelos cristãos contra o paganismo e a reverência ao Imperador. Então, no início do ano 313 d.C., os imperadores romanos, o tetrarca ocidental Constantino I e o tetrarca do oriente, Licínio, juntos assinaram o Édito de Milão, também referenciado como Édito da Tolerância, que declarava que o Império Romano seria neutro em relação a qualquer credo religioso, acabando oficialmente com toda perseguição sancionada oficialmente, restaurando assim aos cristãos os plenos direitos de cidadãos. A aplicação do Édito fez devolver os lugares de culto e as propriedades que tinham sido confiscadas aos cristãos e vendidas em hasta pública. Deu ao cristianismo (e a todas as outras religiões) o estatuto de legitimidade, comparável com o paganismo e, com efeito, desestabeleceu o paganismo como a religião oficial do império romano e dos seus exércitos.

Constantino acabou, no entanto, por entrar na História como primeiro imperador romano a professar o cristianismo, na seqüência da sua vitória na Batalha da Ponte Mílvio, em 28 de outubro de 312 d.C., perto de Roma, que ele mais tarde atribuiu ao Deus cristão. Segundo a tradição, Constantino na noite anterior à batalha, teve um sonho divino em que divisou no céu uma cruz de brilhante luz vermelha na qual estavam escritas a fogo as seguintes palavras em latim: In hoc signo vince – “Com este sinal vencerás”. Constantino interpretou isto como uma ordem para que se tornasse cristão. De manhã, um pouco antes dessa batalha, mandou que pintassem uma cruz nos escudos dos soldados e conseguiu uma vitória esmagadora sobre o Imperador Maxêncio que comandava os territórios da Itália e África do Império Romano, aumentando a abrangência de seu governo.  Esta narrativa tradicional não é hoje considerada um fato histórico, tratando-se antes da fusão de duas narrativas de fatos diversos encontrados na biografia de Constantino pelo bispo Eusébio de Cesareia.

O Imperador entendeu ainda que abandonando o paganismo e unindo o poder do Império Romano ao poder espiritual do Cristianismo o mundo seria facilmente conquistado. – a religião cristã se tornaria uma religião universal e o Império Romano de todo o mundo. A igreja perseguida passou a ser a igreja imperial. A cruz tomou o lugar da águia como símbolo da bandeira da nação e o cristianismo, em pouco tempo, converteu-se em religião do Império Romano. Eis a motivação do Édito da Tolerância.

Sob a liderança do Constantino veio um descanso, um galanteio e uma proposta de casamento.  O Império Romano por intermédio de seu imperador pediu em casamento o cristianismo.  Para tornar efetiva e consumada esta profunda união, um concílio foi convocado. Ainda em 313 d. C. foi feita uma convocação para que fossem enviados, juntamente, representantes de todas as igrejas cristãs.  Muitas, mas nem todas, vieram. A aliança estava consumada. Uma hierarquia foi formada. Na organização desta hierarquia, Cristo foi destronado como cabeça da igreja e Constantino foi entronizado (ainda que temporariamente) como cabeça da Igreja.

Em que pese à laicidade do Império, Constantino legalizou e apoiou fortemente a cristandade no tempo em que se tornou imperador, mas também não tornou o paganismo ilegal ou fez do cristianismo a religião estatal única. No entanto, por sua posição de Pontifex maximus — cargo ocupado por imperadores romanos que regulava toda e qualquer prática religiosa no império — estabeleceu condições ao cristianismo em seu exercício público e interferiadiretamente na organização da Igreja. O Imperador afirmara o que já era do direito circunscricional da Igreja Romana — ou seja, que as igrejas cristãs locais, no que diz respeito a sua organização administrativa e doutrinária — inclusive quanto à eleição dos bispos — deveriam reportar-se à igreja de Roma, a capital.

A igreja perseguida passou a ser a igreja imperial. A cruz tomou o lugar da águia como símbolo da bandeira da nação e o cristianismo, em pouco tempo, converteu-se em religião do Império Romano.

O imperador Constantino exercia autoridade suprema, cercado de uma corte formada de cristãos professos. Dessa forma passaram os cristãos, de um momento para outro, do anfiteatro romano onde tinham de enfrentar os leõesa ocupar lugares de honra junto ao trono que governava o mundo.

Quando Licínio expulsou os funcionários cristãos da sua corte, Constantino encontrou um pretexto para enfrentar seu colega e, tendo negada permissão para entrar no Império do Oriente durante uma campanha contra os sármatas, fez disto a razão para derrotar e eliminar Licínio em 324 d.C., quando se tornou imperador único do Império Romano.

Com tal fato, os cristãosdo Império foram beneficiados e muito com esta atitude política: a) isenção de impostos, terras, e ajuda na construção de templos; b) cessaram todas as perseguições; c) templos pagãos foram convertidos em templos cristãos; d) tradições (datas, costumes etc.) pagãs foram adaptadas ao cristianismo (sincretismo); e) muitos privilégios políticos foram concedidos aos líderes da igreja; f) o primeiro dia da semana (domingo) foi proclamado como dia de descanso e adoração; g) a crucificação e as lutas dos gladiadores foram abolidas; h) em todo o império os templos dos deuses do paganismo eram mantidos pelo tesouro público, mas com a mudança que se operaram, esses donativos passaram a ser concedidos às igrejas e ao clero cristão. Em pequena escala a principio, mas logo depois de maneira generalizada e de forma liberal, os dinheiros públicos foram enriquecendo as igrejas e os ministros, e todos os funcionários do culto cristão eram pagos pelo Estado. Era uma dádiva bem recebida pelos cristãos de Roma, porém, de benefício duvidoso.

A hierarquia estava definitivamente começando a desenvolver-se, ao que culminou tal sistema no que conhecemos hoje como Igreja Católica Apostólica Romana. Pode-se dizer que isso tinha começado, indefinidamente, já no fim do II ou no início do III século quando as novas idéias com referência aos bispos e ao governo da Igreja começaram a se formar. Lembremos que, quando Constantino fez a convocação para tal Édito, houve muitos cristãos que deixaram de responder à mesma. Eles não aprovavam o casamento da religião com o Estado, nem a centralizarão do governo religioso, nem a criação de um tribunal religioso mais elevado, de qualquer espécie que não fosse a Igreja local. Estes cristãos, bem como suas igrejas deste tempo ou mais tarde não aceitaram a hierarquia denominacional católica.

Abandonando a religião pagã e aderindo ao Cristianismo, Constantino incorreu em séria reprovação por parte do Senado Romano. Os senadores repudiaram ou, ao menos, opuseram-se à sua resolução. Esta oposição resultou finalmente na mudança da sede do Império de Roma para Bizânico, uma velha cidade reedificada, que logo depois teve o nome mudado para Constantinopla, em honra a Constantino. Como resultado, surgiram duas capitais para o Império Romano: Roma e Constantinopla. Essas duas cidades, rivais por vários séculos, por fim se tomaram o centro da Igreja Católica dividida: Romana e Grega (Ortodoxa).

Constantino fez cessar a perseguição aos cristãos em todo o império e gradualmente foi cumulando-os de favores. Porém, o imperador logo percebeu a clara divisão entre os cristãos: o que aceitaram e os que negaram o cristianismo ligado ao Império. Percebera a importância de ser apoiado pela hierarquia de uma religião poderosa. Mas precisava que essa hierarquia fosse unânime em sua fidelidade ao Estado. Assim, presidiu concílios da Igreja e obrigou cada igreja local, das cidades e lugarejos do vasto Império, a unificar-se a Igreja Romana, logo, a submeter-se a sua liderança. Devido a essa atitude foi prontamente contrariado pelos cristãos que não vergaram a essa manobra. Indignado, e aliando-se aos cristãos favoráveis ao Império, baniu e perseguiu os fiéis que se opuseram a submissão à Igreja do Império. Começaram as terríveis perseguições entre os cristãos, da “Igreja Oficial” – protegida pelo imperador – contra as não oficiais, os cristãos sem vínculos institucionais, que se mantiveram independentes do governo. Pela primeira vez na história, a partir do ano 313, encontramos a página mais triste da história das igrejas. Encontramos cristãos errados perseguindo os cristãos fiéis. Esta perseguição, além de visar o extermínio dos cristãos, também foi a mais longa. Durou mais de mil e trezentos anos, vindo a terminar após a Reforma no século XVII.

As mudanças mais significativas, sobre a Igreja Cristã,realizadas pela Igreja Romana, pelo menos no seu início, foram: a) A mudança gradual do governo democrático (congregacional) da Igreja para o governo episcopal (hierarquias); b) A mudança da salvação pela graça para a salvação pelo batismo; c) A mudança do batismo de crentes para batismo infantil; d) A hierarquia organizada; e) A sede do Império mudada para Constantinopla; f) Os cristãos nominais começam a perseguir os cristãos não nominados; g) A espada e a tocha, de referência ao Evangelho, que se tornou o poder de Deus para a salvação; h) Todo o vestígio de liberdade religiosa é desfeito, e o totalitarismo (ditadura religiosa)é implantado, sendo todos obrigados à Igreja Romana; i) As igrejas fiéis ao Novo Testamento são perseguidas e adjetivadas com termos pejorativos. Os remanescentes destas igrejas se espalharam por todo o mundo e são achados, talvez escondidos, em florestas, montanhas, vales, antros e cavernas da terra.

Apesar dos triunfos do cristianismo haver proporcionado boas coisas ao povo, contudo a sua aliança com o Estado, inevitavelmente devia trazer, como de fato trouxe, maus resultados para a espiritualidade da Igreja. Se o término da perseguição foi uma bênção, a oficialização do cristianismo como religião do Estado foi, não há dúvida, uma maldição. Infelizmente, esse acontecimento serviu para armar o palco para uma apostasia que envolveria o cristianismo por mais de um milénio. A noiva de Cristo – pelo menos parte de cristãos que submeteram a isso – havia se casado com o paganismo: “Quando a vi, admirei-me com grande espanto” (Ap.17:6). A Igreja entrou numa apostasia que a conduziu ao catolicismo romano e que tem perdurado até os dias de hoje.

Todos queriam ser da “Igreja Oficial” e quase todos eram aceitos. Tanto bons como os maus, os que buscavam a Deus e os hipócritas buscando vantagens, todos se apressavam em ingressar na comunhão. Homens mundanos, ambiciosos e sem escrúpulos, todos desejavam postos na igreja, para, assim, obterem influência social e política. O nível moral do Cristianismo no poder era muito mais baixo do que aquele que distinguia os cristãos nos tempos de perseguição. Os cultos de adoração aumentaram em esplendor, porém eram menos espirituais e menos sinceros do que no passado.

Poder e dinheiro passaram a influenciar a vida da Igreja, que, em 392 d.C., se fundiu com o Estado, tornando-se a mesma coisa. Com isso, muitos passaram a fazer parte da “nova religião”, não por convicção e fé, mas por conveniência, favores e benefícios. Aquela vida comunitária, aquele amor cristão, aquela espontaneidade fraterna de uma família, o partir o pão de casa em casa e o socorrer aos necessitados viraram práticas do passado. O Cristianismo começou a decair moralmente, e seus fiéis não corresponderem à Palavra e à vontade de Deus.

O “clero”, que era uma liderança muito mais política que espiritual, mantinha uma distância enorme do povo. O clero não parecia de forma alguma com o grupo dos apóstolos, que viviam em meio ao povo, mas gozavam de regalias e privilégios junto aos poderosos e políticos da alta corte romana.

Em 426 d.C. foi iniciado o tremendo período que conhecemos como “Idade das Trevas” (ou Idade Média).  A partir de então, por mais uma dezena de séculos o rasto do cristianismo do Novo Testamento foi grandemente regado pelo sangue dos cristãos. Milhões de crentes perderam suas vidas, pagando o preço da fidelidade ao Senhor Jesus Cristo. Preferiram morrer do que negar o nome do Senhor que os resgatou pela cruz do Calvário. Nossos antepassados sofreram as mais variadas e terríveis perseguições por parte dos que se uniram ao poder temporal.

Foi ainda no alvorecer da “Idade das Trevas” que o Papismo tomou corpo definitivo. Seu inicio data de Leão II de 440 a 461 d.C. O título de “Papa”, semelhantemente ao nome dado à Igreja do Império Romano como “Católica”, tinha como objetivo a conotação exclusivista de “igreja única e verdadeira, e que fora dela não havia salvação” – dogma romano. O título aparece aplicado primeiramente para designar o bispo de Roma em 296-404 d.C.; mas foi formalmente adotado pela primeira vez por Cirilo, bispo de Roma 384-398. Mais tarde foi adotado oficialmente por Leão II, 440-461. Sua universalidade foi reclamada em 707, como aquele que estava sobre todas as igrejas e essas submissas a ele – o Papa.

Na Idade Média, então, quem mandava na “Igreja” era o Papa. Naquela época, ele tinha plenos poderes para instituir e derrubar reis e reinos: A igreja passou de perseguida a perseguidora, e muitos sofreram nas mãos dessa “Igreja Cristã”, por contrariá-la ou por não se ajoelhar a suas práticas.Pessoas eram perseguidas, bens eram confiscados, perda da liberdade e até mortas das piores maneiras possíveis, seja ateus, cientistas, fiéis de outros credos ou mesmo cristãos que não aceitavam às praticas de Roma. Todos deviam aderir ao catolicismo. A “Inquisição do Santo Ofício” combatia os “hereges” para impedir qualquer movimento de subversão.

Além disso, Roma instituiu vários dogmas: 380 d.C. – Oração pelos mortos;535 d.C. – Instituição das procissões; 538 d.C. – Celebração da missa de costa para o povo; 757 d.C. – Adoração de imagens; 884 d.C. – Canonização de santos; 885 d.C. – Adoração da “Virgem Maria”; 1022 d.C. – Legalização da penitência por dinheiro; 1059 d.C. – Aceitação da transubstanciação dos elementos da Ceia (acreditar que o pão e o vinho se transformam verdadeiramente no corpo e sangue de Cristo, de forma tal, que embora pareça pão e vinho, o que você esta comendo e bebendo é o próprio e real corpo e sangue de Jesus); 1215 d.C. – Adoção da confissão auricular; 1470 d.C. – Invenção do rosário, etc.

Após alguns séculos, especificamenteno século XI, a Igreja Católica dos países da Europa Oriental (Grega) separa-se da Igreja Romana, por ser contrária a certos dogmas instituídos por Roma, como a adoração aos Santos e submissão à infabilidade papal, fundando, assim, a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa. Posteriormente, depois de cinco séculos, ocorre a Reforma Protestante encabeçada por Lutero, depois por Calvino e outros.

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Referências:

1. Palavra Prudente – http://www.palavraprudente.com.br

2. Bíblia NVI;

3. Outras fontes literárias.

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